Depois da confirmação, por parte do Sr. Presidente da Câmara, da apresentação de duas queixas no Ministério Público, uma contra o seu Ex-Chefe de Gabinete, relativa às declarações sobre as ilegalidades e irregularidades que este conheceria na Câmara (ver Post de 27-03-2006) e outra, particularmente, contra "incertos", por causa de uma carta "xenófoba" que o "atacava", alguns comentários se impõe:
- Parece-me que relativamente à primeira queixa, a Câmara e o Sr. Presidente não terão certamente a oportunidade de ver o seu Ex-Chefe de Gabinte com o "rabo entalado", dado o rápido, despudorado e até medroso recuo que António José Duarte efectuou (ver entrevista no último Correio da Beira Serra). Apetece-me até dizer que esta queixa servirá apenas para delapidar um pouco mais do erário público e para satisfazer o ego do Sr. Presidente da Câmara na perseguição pública que pretende efectuar ao seu anterior Chefe de Gabinete e Homem de Confiança.
- No que concerne à segunda parece-me que o Sr. Mário Alves está redonda e duplamente enganado, isto porque, em primeiro lugar, a "xenófobia" é a antipatia pelos estrangeiros e estes são aquelas pessoas que são de uma nação diferente daquela em que se encontram, em segundo lugar parece-me que a carta não o "atacava", era apenas e simplesmente uma carta de Escárnio e Maldizer.
Como já constatei que o Sr. Mário Alves tem algumas dificuldades em aquilatar os sinónimos, passo a explicar - Escárnio que dizer mofa ou troça, zombaria, menosprezo e Maldizer pretende amaldiçoar, queixar-se, dirigir imprecações contra, enfim, dizer mal.
Por tudo isto parece-me que a incapacidade de reagir à crítica lhe estará o toldar o julgamento, fazendo-o ver moinhos de vento em tudo o que é lado, o que não é bom, porque não será certamente o D. Quixote de la Mancha, nem me parece que exista por aí o Sancho Pança.
O que deveria haver, Sr. Mário Alves - Presidente do Município de Oliveira do Hospital, era um homem preocupado com o desenvolvimento sustentado, com o desemprego que grassa pelo concelho, com a incapacidade de apresentar melhor qualidade de vida aos Oliveirenses e não com coisas mesquinhas e que, na melhor das hipóteses nos levam para um plano partidário e não para o plano da governação de um Município.