2006-05-11

O Comboio do Progresso

Para além (ou por causa) da concorrência inter-empresarial, cada vez mais os concelhos competem entre si.
Cada concelho procura ter maior peso económico, atraindo investimento externo ou fomentando a iniciativa doméstica; cada concelho esforça-se por acolher os serviços descentralizados da Administração Pública ou luta pela fixação de instituições prestigiadas e prestigiantes; cada concelho tem para oferecer mais facilidades de relação com os mercados e com o mundo envolvente; cada concelho exige estar na primeira linha do poder do Estado lançando holofotes sobre os seus políticos, intérpretes da sua vontade e depositários das expectativas das suas populações.
Em inicio de século, a competitividade dos concelhos assume-se tão importante para o desenvolvimento como a competitividade de cada um dos seus agentes económicos. Ora, num mundo em rápida e permanente mudança, a competitividade ganha-se - ou perde-se - na capacidade de inovação e na consequente capacidade de antecipação dos movimentos sociais, culturais e económicos.
Um espaço de inovação necessita, por outro lado, de estar associado a um centro urbano com dimensão crítica suficiente para se assumir como um importante e qualitativamente exigente mercado de produtos finais e "merecedor" da instalação de serviços de elevado valor acrescentado.
E em Oliveira do Hospital, como será que o concelho tem estado a ser desenvolvido, ou mais importante ainda, como será que se irá desenvolver?
Será que o poder político tomou - toma ou tem vindo a tomar - as devidas precauções, para que não seja ultrapassado pelo concelhos vizinhos?
Qual tem sido a política seguida pelos executivos (anteriores e actual), em questões como:
- a cidadania, a coesão social e o capital humano, a aposta nos factores de competitividade, no aumento da produtividade, na melhoria dos níveis de qualificação profissional, na promoção do espírito empresarial, no reforço da coesão e na erradicação da pobreza e exclusão social;
- a competitividade da economia regional, e sobretudo, a atracção de investimentos produtivos qualificantes;
- as acessibilidades, uma vez que o Concelho deveria desempenhar um papel fundamental de articulação no conjunto do distrito e deste com o espaço ibérico e europeu;
- Os recursos hídricos, bem como os recursos florestais, cuja salvaguarda permitiria o desenvolvimento do turismo e o reforço da atractividade do concelho, gerando assim um conjunto indispensável de mais-valias.

Será que vale a pena pensar nisto?
Aceitam-se sugestões (de todos os quadrantes políticos).
Por um Concelho melhor ...

2006-05-02

Publicidade... Enganosa ???

Tenho-me vindo a perguntar o motivo pela qual ainda estariam ainda espalhados, pelo concelho, alguns cartazes das eleições autárquicas de 2005, nomeadamente do PS e do CDS/PP. Tendo resolvido "investigar", o Observando OHP estava, sinceramente, bem longe de chegar às conclusões a que chegou ...
Parece que, até agora (Maio de 2006), as contas dos candidatos destes partidos (PS e CDS/PP) à Autarquia de Oliveira do Hospital ainda não se encontram encerradas! O motivo é que (segundo parece, novamente) existem ainda contas por liquidar! Mais preocupante, a julgar pelo que nos foi dito, é o caso do PS, dado que ascendem a alguns milhares de euros as dívidas com fornecedores (publicidade, principalmente).
Como é possível que, candidatos a uma presidência de câmara, não tenham feito contas dos valores que possuiam e que podiam gastar? Como é que é possível que pessoas que se candidatam a uma presidência de câmara, consigam estar, despreocupadamente, sem pagar aquilo que devem? Como é possível, aos eleitores deste concelho, virem a acreditar nestas pessoas? Será que estes pensavam que nunca se viria a saber? Ou estariam à espera das próximas eleições para poderem resolver o problema? E quem é que está em dívida? São os respectivos partidos ou os candidatos? E as pessoas a quem devem, como se governam, entretanto? Receberão à troca de favores políticos? Permitam-me pensar em tudo...
Passaram-se quase oito meses desde as eleições autarquicas! Parece-me que é mais do que tempo suficiente para resolver este tipo de problemas. Haja vergonha! Tenham consideração pelas pessoas que vos venderam "fiado". Paguem-lhes! Há um ditado antigo que diz que "quem não é bom pagador não é bom gestor".
Permitam-me um conselho! Enquanto não forem capazes de gerir um orçamento (simples) para uma campanha eleitoral, se calhar não faz grande sentido candidatarem-se a quaisquer orgãos autárquicos, porque, obviamente, os orçamentos (por exemplo, da Câmara Municipal) serão bem mais complicados de gerir.
Já para não falar na vergolha que todos os vossos militantes e simpatizantes deste concelho irão sentir, após saberem desta situação. Convenhamos que, para a credibilização de um partido cujos candidatos são neste momento vereadores da autarquia, este não será, certamente, o melhor caminho.

2006-04-25

A Etiqueta da Bandeira


1. Ao ar livre, a bandeira iça-se ao nascer do sol e arria-se ao pôr-do-sol.
2. Deve ser içada com determinação e arriada com cerimónia.
3. Deve ser içada diariamente, desde que o tempo o permita, e em todos os feriados nacionais e datas comemorativas, nos edifícios públicos e de entidades nacionais - nos próprios edifícios ou perto deles.
4. Se é transportada com outra bandeira em desfiles ou paradas, a bandeira nacional é levada à direita da outra.
5. Se é transportada com outras bandeiras em desfiles ou paradas, a bandeira nacional é levada à frente da linha formada pelas outras bandeiras ou estandartes.
6. Nenhuma outra bandeira deve estar mais alta do que a bandeira nacional.
7. Quando é colocada numa janela ou noutro local semelhante, a parte verde deve estar à esquerda do observador.
8. Quando for colocada sem mastro junto a um orador deve estar atrás e por cima da sua cabeça.

Vem isto a propósito de hoje, dia 25 de Abril de 2006, no Município de Oliveira do Hospital, não ter sido hasteada a Bandeira Nacional. Não sei o que aconteceu, se perderam a Bandeira, se houve ordem para não a hastear, ou se simplesmente se esqueceram.

Que as pessoas que governam o Município não queiram ou não tenham efectuado as demarches necessáras para que o 25 de Abril fosse comemorado, até é possível entender - é uma questão política. Também na Madeira se fez o mesmo (é tirar as devidas conclusões - os bons exemplos têm vários seguidores). No entanto, tanto no edifício do Governo Regional da Madeira como nos demais edifícios públicos, não deixaram de hastear a Bandeira Nacional.

Sinto-me envergonhado por, no edifício do Município, não ter sido hasteada, hoje, a Bandeira Nacional. Não percebo o que motivou tal atitude. Sinto-me também envegonhado, por, no dia em que se consagra a Liberdade, a Câmara Municípal não ter cumprido com o disposto no DL 150/87 de 30 de Março (a legislação que se refere ao uso da Bandeira Nacional), assinado por aquele que é hoje o nosso Presidente da República (Cavaco Silva). Sinto-me envergonhado por o meu concelho ser, mais uma vez, diferente dos outros, negativamente e sempre para pior.

No dia 28 de Abril - Sexta-Feira - irá ser realizada mais uma reunião da Assembleia Municipal. Porque a cidadania não se compadece com ausência, com abstenção, com alheamento, espero que algum deputado municipal - da oposição, necessáriamente - peça explicações deste facto ao Sr. Presidente da Câmara, porque algo de grave se passa num Municipio quando este, deliberadamente ou não, se esquece de cumprir com as Leis do País.

P.S. Ficámos ainda a saber hoje, a julgar por aquilo que se passou na Assembleia da República, que o CRAVO, essa flor que tantos identificam com o 25 de Abril de 1974 (e que foi, provávelmente, a principal responsável por não ter havido um banho de sangue nesses dias), é uma flor de esquerda. Quem diria. Estranhos tempos. Sempre pensei que era uma flor de Liberdade.

VIVA A LIBERDADE
VIVA O 25 ABRIL SEMPRE

2006-04-21

As portas que ABRIL abriu...

Foi em 25 de Abril de 1974 que o povo português assumiu a enorme responsabilidade de viver em democracia. Porque viver em democracia significa que cada um entende o seu importante papel perante a sociedade. Em democracia, um País evolui na exacta medida das capacidades do seu povo, dado que, em democracia, é o povo que escolhe livremente quem o deve governar, e é ainda esse mesmo povo que, através do exercício da liberdade, condiciona, para o bem e para o mal, o rumo da própria governação.
Porque é necessário, cada vez mais, perpectuar o espírito e a alma do 25 de Abril de 1974, deixo-vos um poema que, na minha opinião, de uma forma sublime, nos dá o desejo de “querer sentir” a LIBERDADE. É um poema de Manuel Alegre e chama-se Trova do Vento que Passa.
Pergunto ao vento que passa
Notícias do meu país
O vento cala a desgraça
O vento nada me diz.
Mas há sempre uma candeia
Dentro da própria desgraça
Há sempre alguém que semeia
Canções no vento que passa.
Mesmo na noite mais triste
Em tempo de servidão
Há sempre alguém que resiste
Há sempre alguém que diz não.
Porque sem participação não há democracia, porque, em democracia, a responsabilidade pelos destinos dum País, de um Distrito ou de um Concelho é de toda a sociedade e não apenas de alguns, cada vez mais vale a pena comentar...
VIVA A LIBERDADE
VIVA O 25 DE ABRIL
VIVA PORTUGAL
VIVA OLIVEIRA DO HOSPITAL

2006-04-15

Era uma vez um menino...

Quando crescer quero ser autarca. Quero ser autarca porque um verdadeiro autarca não admite a ninguém que o contrariem ou contradigam . E se tal acontecer mais tarde ou mais cedo têm que "as pagar", para servirem de exemplo a outros, de forma a que não venham a ter tais ideias.
Também gosto muito de pensar que iria poder mandar em toda a gente que trabalha comigo (Engenheiros, Doutores, Arquitectos, Contabilistas, Chefes de Secção, Administrativos, etc, etc), porque alguns pensam que por terem um curso já sabem tudo. Punha-os a todos a trabalhar e a gastar pouco dinheiro, que o país é pobre e tem que se poupar.
Além disso, um autarca é sempre convidado para as festas da terrinha, para o futebol e outros eventos desportivos, ficando sempre nos melhores locais e com as melhores companhias. Outra coisa que me leva a querer ser autarca é o facto de poder fazer com os meus amigos (que são aqueles que estão sempre de acordo comigo) e os seus familiares, tenham emprego perto de mim, são sempre de grande utilidade.
Gostaria de ser autarca porque gosto muito de obras e depois tinha a possibilidade de alcatroar uns estraditas, mandar iluminar uns caminhos, fazer uma rotundas por aí (mas com coisas lá no meio - estátuas, pedras e outras coisas assim), mandar arranjar uns cemitérios, umas associações - que essas é que dão votos - e quem sabe se eu conseguir ser um autarca dos grandes, dos muito grandes, se não acabo por ter o nome numa rua, num pavilhão ou quem sabe, num estádio.
Gostava de ser autarca porque com um autarca ninguém se mete, e se tal atrevimento houver, faço-lhe a vida negra, a ele e á família, corto-lhes os subsídios e a água que é uma beleza. E se calhar ainda vou fazer queixa ao patrão.
Também gostava de ser autarca para não ter receio dos jornalistas (que são uns chatos porque só querem é vender jornais à custa dos outros), porque se eles implicasse comigo metia-os em tribunal e cortava-lhes a publicidade que era para terem juizo.
Outra das coisas que me leva a querer ser autarca é que, por aquilo que me andei a informar, até ganham muito bem, melhor do que outros funcionários do estado e para além disso não tem que se estudar muito, não tem grandes horários, nem são exigidos grandes estudos (o que é bom, porque eu e a escola é mais para os intervalos a jogar à bola). Também gosto muito da ideia de ao fim de uns anitos ficar reformado, sem ser necessário ter a idade normal ou qualquer doença, para isso.
Por último, quero ser autarca porque são pessoas muito respeitadas na sua comunidade, são vistas como pessoas de grande carácter, honestas e com grande capacidade de dedicação, trabalho e até de algum sofrimento. E se por acaso nunca conseguir ser assim, também é fácil de resolver, basta dizer muitas vezes e bem alto que se é assim e mandar os meus amigos dizerem o mesmo, que passado pouco tempo toda a gente acredita - até os próprios.