Para além (ou por causa) da concorrência inter-empresarial, cada vez mais os concelhos competem entre si.Cada concelho procura ter maior peso económico, atraindo investimento externo ou fomentando a iniciativa doméstica; cada concelho esforça-se por acolher os serviços descentralizados da Administração Pública ou luta pela fixação de instituições prestigiadas e prestigiantes; cada concelho tem para oferecer mais facilidades de relação com os mercados e com o mundo envolvente; cada concelho exige estar na primeira linha do poder do Estado lançando holofotes sobre os seus políticos, intérpretes da sua vontade e depositários das expectativas das suas populações.
Em inicio de século, a competitividade dos concelhos assume-se tão importante para o desenvolvimento como a competitividade de cada um dos seus agentes económicos. Ora, num mundo em rápida e permanente mudança, a competitividade ganha-se - ou perde-se - na capacidade de inovação e na consequente capacidade de antecipação dos movimentos sociais, culturais e económicos.
Um espaço de inovação necessita, por outro lado, de estar associado a um centro urbano com dimensão crítica suficiente para se assumir como um importante e qualitativamente exigente mercado de produtos finais e "merecedor" da instalação de serviços de elevado valor acrescentado.
E em Oliveira do Hospital, como será que o concelho tem estado a ser desenvolvido, ou mais importante ainda, como será que se irá desenvolver?
Será que o poder político tomou - toma ou tem vindo a tomar - as devidas precauções, para que não seja ultrapassado pelo concelhos vizinhos?
Qual tem sido a política seguida pelos executivos (anteriores e actual), em questões como:
- a cidadania, a coesão social e o capital humano, a aposta nos factores de competitividade, no aumento da produtividade, na melhoria dos níveis de qualificação profissional, na promoção do espírito empresarial, no reforço da coesão e na erradicação da pobreza e exclusão social;
- a competitividade da economia regional, e sobretudo, a atracção de investimentos produtivos qualificantes;
- as acessibilidades, uma vez que o Concelho deveria desempenhar um papel fundamental de articulação no conjunto do distrito e deste com o espaço ibérico e europeu;
- Os recursos hídricos, bem como os recursos florestais, cuja salvaguarda permitiria o desenvolvimento do turismo e o reforço da atractividade do concelho, gerando assim um conjunto indispensável de mais-valias.
Será que vale a pena pensar nisto?
Aceitam-se sugestões (de todos os quadrantes políticos).
Por um Concelho melhor ...




