
A Carta Educativa visa prever uma resposta adequada às necessidades de redimensionamento da rede educativa colocadas pela evolução da política educativa e pelas oscilações da procura da educação, rentabilizando o parque escolar existente, promovendo a igualdade do acesso ao ensino, assegurando a coerência dos princípios normativos no todo nacional. É pois um instrumento fundamental de planeamento que permite aos responsáveis desenvolver uma actuação estratégica; tomar decisões relativamente à construção de novos empreendimentos, ao encerramento de escolas e à reconversão e adaptação do parque optimizando a funcionalidade da rede existente e a respectiva expansão; definir prioridades; optimizar a utilização dos recursos consagrados à educação; evitar rupturas e inadequações da rede educativa à dinâmica social e ao desenvolvimento urbanístico.
O Conselho Municipal de Educação é uma instância de coordenação e consulta da Carta Educativa, sendo integrado, entre outros, pelo Presidente da Câmara Municipal, que preside; pelo Presidente da Assembleia Municipal; pelo vereador responsável pela educação, que assegura a substituição do presidente nas suas ausências e impedimentos; pelo director regional de educação com competências na área do município ou quem este designar em sua substituição e ainda por diversos representantes de instituições ligadas de alguma forma à área da educação.
Com pessoas de tão reconhecida capacidade e conhecimento nas artes de educar, não será certamente de estranhar que a política concelhia para a educação ande pelas ruas da amargura.
Senão, vejamos, possuímos, na freguesia de Oliveira do Hospital (não valerá a pena fazer o périplo pelo concelho), pré-primárias no sótão de pavilhões, ATL´s a funcionarem em locais que certamente não seriam autorizados para qualquer outra actividade privada, uma escola do 1º Ciclo repleta de crianças (tantas que até obriga a diversos horários desdobrados – duvido que de acordo com o que a lei regulamenta) e sem as mínimas condições para aí serem todas recebidas. Das outras duas escolas da freguesia – Gramaços e Gavinhos, onde se existissem as condições consideradas adequadas muitas crianças poderiam receber aulas – ninguém sabe lá muito bem o que lhes vai acontecer mas, se nada fizerem os responsáveis pela política educativa concelhia, certamente irão encerrar.
No 1º e 2º ciclo a coisa lá vai andando (graças ao empenho dos professores e ao bom desempenho de alguns alunos) mas quando é necessário contarem com a autarquia para algo mais, o melhor é esquecer – aqui há dias alguém dizia em surdina que “se ele (Mário Alves) não se meter em nada é a melhor ajuda que nos pode dar”.
Adeptoliva – sem comentários, o que se tem passado nos últimos dois meses é bastante elucidativo para que se perceba como esta “teia laranja” funciona. Ficam a perder, infelizmente, os alunos e provavelmente o concelho. “Ganha-se um ordenado”.
Continua o executivo municipal a ignorar sistematicamente os sinais de “alerta amarelo” que vão surgindo de vários sectores da sociedade civil, bem como de dirigentes políticos concelhios e nacionais, relativamente à ESTGOH. Falta de instalações adequadas, incapacidade de colocação de alunos no mercado de trabalho após conclusão dos cursos, cada vez com menos alunos (não quero sequer comentar a “golpada” deste ano com os + de 23 anos), curricularmente com cursos bastante fracos.
A tudo isto como responde o nosso brilhante, competente e honesto executivo municipal?
Se souber a resposta comente, porque certamente Oliveira do Hospital agradece.