
A notícia, que tem honras de 1ª página e destaque no Jornal Folha do Centro – versão Oliveira do Hospital – foi publicada a 20 de Novembro e teve o condão de deixar o concelho de Oliveira de boca aberta. Uns de espanto e outros com a baba a cair de tão sôfregos ficaram ao ver sangue fresco.
Pela minha parte, mais do que atirar alguma pedra, interessa-me comentar a forma como a notícia é dada a conhecer ao público. Sem querer entrar em códigos deontológicos de jornalistas (até porque não sei se eles o conhecem e o querem praticar) e outros códigos afins, parece-me que o código do bom senso, obrigaria a, perante tão grave acusação pública, ouvir o protagonista da história – Sr. António Lopes.
Não deixa de ser curiosa a interpretação que a Directora/jornalista dá ao CBS on-line : “Foi uma decisão editorial minha. Entendi publicar isto, dadas as funções públicas que António Lopes exerce e o protagonismo que tem tido neste último ano em Oliveira do Hospital, tornando-se um das principais figuras públicas do concelho”. Será que é a teoria do quero, posso e mando, tão em voga neste concelho?
Perante a afirmação de António Lopes de que tem o “registo criminal limpo, bem como a consciência” e que no “mesmo processo existem quatro sentenças que me são favoráveis”, qual será a resposta que Margarida Prata dará ao ser acusada, por António Lopes, de que “nada disto lhe interessa para os fins que pretende atingir e à encomenda que lhe foi solicitada. Compreendo que os favores têm que ser pagos. Não é impunemente que o Folha do Centro tem páginas inteiras de publicidade, que outros não têm”.
Perante a afirmação de António Lopes de que tem o “registo criminal limpo, bem como a consciência” e que no “mesmo processo existem quatro sentenças que me são favoráveis”, qual será a resposta que Margarida Prata dará ao ser acusada, por António Lopes, de que “nada disto lhe interessa para os fins que pretende atingir e à encomenda que lhe foi solicitada. Compreendo que os favores têm que ser pagos. Não é impunemente que o Folha do Centro tem páginas inteiras de publicidade, que outros não têm”.
Depois de reler a notícia do jornal Folha do Centro e de ler a carta que António Lopes escreveu ao jornal Folha do Centro, e que foi entretanto publicada no CBS on-line, fiquei ainda mais com a impressão que este foi “um prato que se serviu frio”, como vingança para algumas situações que entretanto terão ocorrido entre estas personalidades e que ficaram longe de serem resolvidas.
Já agora, deixem-me que vos diga, em abono da verdade, que para encontrar alguém passível de ser condenado por corrupção activa não havia necessidade de ir pesquisar os autos da 2ª Vara de Lisboa. Certamente que com boa vontade, espírito jornalístico e alguma investigação por cá também se poderiam encontrar casos similares. É que em Oliveira do Hospital também existe, provavelmente, corrupção, bens imóveis penhorados e as figuras de "fiel depositário". Pena é, se calhar, que as pessoas que hipoteticamente poderiam estar envolvidas e serem investigadas, possam fazer parte da mesma família política da jornalista (ou do marido) e não dê tanto jeito.
Por último deixem que coloque a seguinte questão: Onde é que estão as Associações, as Entidades, os particulares, os camaradas, os amigos de António Lopes, a quem este fez e deu tanto?!
Como é que é que ainda não existiu ninguém que, publicamente, se venha colocar ao lado do homem? Será que o dinheiro doado e que originou algumas justas homenagens, vai ser devolvido? Se calhar está na hora de serem também solidários!
Embora ele, provavelmente, não tenha grande necessidade disso!
Como é que é que ainda não existiu ninguém que, publicamente, se venha colocar ao lado do homem? Será que o dinheiro doado e que originou algumas justas homenagens, vai ser devolvido? Se calhar está na hora de serem também solidários!
Embora ele, provavelmente, não tenha grande necessidade disso!